O relato mais famoso de uma pessoa clinicamente morta durante aproximadamente 28 minutos é de Dannion Brinkley, um veterano do Exército norte-americano e empresário.
A sua experiência, que teve em 1975 após ter sido atingido por um raio, é amplamente conhecida como experiência de quase-morte (EQM) e constitui a base do seu livro “Salvos pela Luz”.
É importante notar que, de uma perspetiva médica, a “morte clínica” refere-se à cessação da respiração e do batimento cardíaco, que pode ser revertida. A morte “biológica” (ou cerebral) é irreversível.
Relato de Dannion Brinkley
Segundo Dannion Brinkley, durante os 28 minutos em que esteve sem vida (e acordou na morgue), viu e sentiu, entre outras coisas:
Experiência Fora do Corpo
No momento em que o raio caiu, sentiu uma dor intensa.
Depois, sentiu como se tivesse deixado o seu corpo físico e estivesse a flutuar. Relata ter observado de cima enquanto os paramédicos e os médicos do hospital tentavam reanimá-lo.
Afirma ter ouvido a equipa médica declarar a sua morte e assistido enquanto o seu corpo era transportado para a morgue.
A Viagem e a Luz
Brinkley descreve a sua viagem através de um túnel em direção a uma luz azul-acinzentada, que descreve como repleta de paz, amor e calor.
Não sentiu medo, mas sim uma profunda sensação de calma e bem-estar. Afirma ter sido recebido por uma figura ou “ser de luz” (que descreve como um “professor angélico”) que o guiou pela experiência.
Revisão Panorâmica da Vida
Um dos aspetos mais marcantes do seu relato é a sua revisão de vida. Diz que reviveu cada momento da sua vida, mas de uma forma especial: sentiu os efeitos das suas ações nos outros.
De acordo com o seu relato, não só viu o que fez, como também sentiu a dor, a alegria, a angústia e a frustração que as suas ações causaram em todos os que conheceu. Brinkley afirma que os julgamentos são feitos por nós próprios; julgamo-nos sentindo os efeitos das nossas próprias ações.
Visões do Futuro
Brinkley afirma ainda ter sido levado para uma “cidade de cristal” e ter recebido “revelações”, ou visões, sobre acontecimentos futuros para a humanidade (embora estas alegações sejam as mais controversas e não verificadas no seu relato). Os Efeitos da Experiência
Após regressar à vida, Brinkley ficou paralisado durante seis dias e demorou dois anos a voltar a andar devido aos ferimentos causados pelo raio.
No entanto, afirma que a experiência mudou a sua vida. Dedicou-se a aconselhar doentes terminais, reforçando a mensagem de que “ninguém morre” e que a consciência continua após a morte física. O objetivo era aliviar o medo da morte.
Observação: Os relatos de experiências de quase-morte têm sido objecto de estudos neurológicos e psicológicos. Alguns cientistas, como o Dr. Sam Parnia, que estuda a consciência na morte, salientam que as experiências de quase-morte são experiências vívidas e universais. No entanto, a ciência ainda está a tentar compreender completamente os mecanismos cerebrais que as causam.