Sabia que comer tomates à noite aumenta… Ler mais

Essa frase tem o estilo clássico das manchetes e anúncios apelativos (clickbaits) da internet.

Se estivesse num artigo de nutrição ou num desses títulos chamativos, a frase terminaria com uma destas opções (dependendo do ponto de vista):

1. “… aumenta o risco de azia e refluxo” (A versão mais provável e verdadeira)

  • Porquê? O tomate é um alimento naturalmente ácido (contém ácido cítrico e malico). Se for consumido em grande quantidade pouco tempo antes de se deitar, a gravidade deixa de ajudar e os ácidos podem subir mais facilmente pelo esófago, provocando azia, indigestão ou refluxo gastroesofágico, o que prejudica a qualidade do sono.

2. “… aumenta o estado de alerta (e pode dificultar o sono)”

  • Porquê? O tomate contém tiramina, um aminoácido que estimula a libertação de noradrenalina no cérebro. Em pessoas mais sensíveis, isto pode aumentar a atividade cerebral e dificultar o adormecer profundo se consumido imediatamente antes de ir para a cama.

3. “… aumenta a absorção de licopeno e a defesa antioxidante” (A versão positiva)

  • Porquê? Nem tudo é negativo. O tomate é uma das melhores fontes de licopeno, um antioxidante poderoso que protege as células, combate radicais livres e traz benefícios para a saúde cardiovascular e da pele. O corpo continua a processar e a beneficiar destes nutrientes independentemente da hora.

O mito do “tomate à noite engorda”:

Se a intenção da frase era sugerir que comer tomate à noite engorda, trata-se de um mito. O tomate tem um teor calórico extremamente baixo (cerca de 18 kcal por 100g) e é composto maioritariamente por água e fibra. O ganho de peso depende do balanço calórico total do dia e não do consumo de tomate no jantar.

Resumo: Não há qualquer problema em comer tomate ao jantar, a não ser que sofra habitualmente de refluxo ou acidez estomacal ao deitar

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