A moela de frango (o estômago da ave) é um miúdo altamente nutritivo, mas o consumo frequente ou em excesso traz riscos específicos para a saúde devido à sua composição:
Aumento do ácido úrico e crises de gota Por ser uma víscera, a moela é muito rica em purinas. Quando o organismo metaboliza as purinas, produz ácido úrico. O excesso dessa substância no sangue pode se cristalizar nas articulações (causando crises dolorosas de gota) ou formar cálculos renais.
Elevação do colesterol alimentar Embora seja uma carne magra e com pouca gordura saturada, possui uma densidade alta de colesterol alimentar por porção. Pessoas com hipercolesterolemia familiar ou dislipidemias devem moderar a frequência de consumo.
Risco de contaminação por toxinas ou metais Por ser um órgão de processamento do alimento da ave, caso a criação do frango utilize rações de baixa qualidade com contaminação por metais pesados ou excesso de aditivos, esses resíduos podem se acumular nos tecidos viscerais.
Infecção alimentar por higienização inadequada Por se tratar do órgão digestivo, exige higienização rigorosa (remoção completa da membrana amarela interna) e cozimento profundo. O preparo inadequado pode expor o organismo a bactérias como Salmonella e Campylobacter, causando séria intoxicação gastrointestinal.
Sobrecarga de sódio pelo tipo de preparo Por ter uma textura firme e rija, a moela costuma ser preparada com cozimentos longos e uso excessivo de sal, temperos prontos ou frita em óleo quente, o que pode elevar a pressão arterial e favorecer a retenção de líquidos.
O outro lado: Em contrapartida, consumida com moderação e bem higienizada, é uma fonte excelente e acessível de proteína magra, ferro heme (de alta absorção), zinco, vitamina B12 e colágeno.
Você costuma consumir moela na sua alimentação diária ou estava pesquisando os efeitos para algum problema de saúde específico?