Esse tipo de aviso costuma referir-se a um de quatro erros silenciosos no sono que afetam diretamente o sistema cardiovascular e a saúde neurológica:
1. Ignorar o ressonar e microdespertares (Apneia Obstrutiva do Sono)
O erro mais frequente e perigoso é considerar o ressonar como “algo normal”. Quando há apneia do sono, a passagem de ar é bloqueada repetidamente durante a noite, provocando quedas no nível de oxigénio no sangue.
- No coração: O organismo reage com picos crescentes de adrenalina para forçar a respiração, o que eleva a pressão arterial, aumenta o risco de arritmias (como fibrilhação auricular) e duplica o risco de enfarte.
- No cérebro: As interrupções repetidas de oxigénio matam células cerebrais e aumentam substancialmente o risco de acidente vascular cerebral (AVC).
2. Dormir com luzes acesas ou com a televisão ligada
Mesmo quando está de olhos fechados, a retina deteta a luz do ambiente (de ecrãs, luzes de presença ou da rua).
- No coração: Estudos demonstram que a exposição à luz durante o sono mantém o sistema nervoso simpático em alerta parcial, impedindo que a frequência cardíaca e a pressão arterial descem aos níveis de repouso normais durante a noite.
- No cérebro: A luz fragmenta as fases de sono profundo e inibe a produção de melatonina, um antioxidante essencial para a proteção neuronal.
3. Privação crónica de sono (dormir menos de 6 a 7 horas)
Dormir pouco de forma consistente impede que o cérebro execute a sua “limpeza noturna”.
- No cérebro: Durante o sono profundo, o sistema glinfático é ativado para lavar e remover resíduos metabólicos do cérebro, incluindo as proteínas beta-amiloide e tau — cuja acumulação está diretamente associada à doença de Alzheimer e ao declínio cognitivo.
- No coração: A falta de sono mantém a inflamação vascular elevada, promovendo o enrijecimento arterial e o acúmulo de placas de aterosclerose.
4. Posicionamento inadequado ao dormir (para quem ressona)
Dormir exclusivamente de barriga para cima favorece a queda da língua e dos tecidos moles em direção à garganta, obstruindo as vias aéreas.
- Alternativa: A posição lateral (de lado) melhora a passagem de ar e reduz os episódios de hipóxia (falta de oxigénio). Curiosamente, estudos em modelos animais também sugerem que a posição lateral é a mais eficiente para a drenagem de resíduos pelo sistema glinfático.
Sente sonolência excessiva durante o dia ou acorda frequentemente com a boca seca ou dor de cabeça?