Ao fim de vinte e três anos de casamento, parei por momentos, com a vassoura na mão, e sem saber bem porquê, olhei para o espelho. »

Ao fim de vinte e três anos de casamento, parei por momentos, com a vassoura na mão, e sem saber bem porquê, olhei para o espelho. »

Naquele momento de silêncio, com a vassoura ainda na mão, o quotidiano à sua volta em silêncio, o espelho pode revelar mais do que apenas a sua aparência exterior. O que descobriu naquele olhar, depois de tantos anos a viver juntos?

Foi:

Um traço de cansaço que se insinuou nos seus olhos apesar de todo o hábito?

Um sorriso inesperado que refletiu uma paz interior encontrada na constância da sua vida?

Os fantasmas de tempos passados, uma breve recordação da sua juventude ou momentos formativos do seu casamento?

Uma nova perspetiva, uma sensação de contentamento ou talvez uma vaga dúvida sobre o que poderá vir a seguir?

Por vezes, é precisamente nesses momentos silenciosos e imprevistos que nos vemos com mais clareza. O que é que o seu reflexo lhe disse naquele momento?

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