17 Ideias de Design que Não Resolvem Problemas, mas Criam Novos


Design que Complica em Vez de Simplificar

  1. Embalagens “Antiviolação” Impossíveis de Abrir: Aqueles plásticos rígidos e selados que exigem tesouras, facas e, por vezes, resultam em cortes. O problema da segurança é resolvido, mas à custa da frustração e lesões do consumidor.
  2. Frascos de Shampoo/Condicionador com Tampas Inconvenientes: Design com tampas que acumulam água no duche, dificultando a abertura com as mãos molhadas ou escorregadias, ou que são demasiado pequenas e difíceis de manusear.
  3. Interfaces de Utilizador (UI) Complicadas em Eletrodomésticos: Máquinas de lavar, fornos ou micro-ondas com tantos menus e botões que uma tarefa simples se torna uma caça ao tesouro digital para encontrar a função desejada.

  1. Torneiras de Design Ultra-Moderno sem Controlo Óbvio: Aquelas torneiras em que não se sabe se é para puxar, empurrar, rodar, ou em que direção para ligar a água, ou para controlar a temperatura. A estética supera a intuição.
  2. Garrafas de Azeite com Bicos que Derrubam Sempre: Bicos de verter que são demasiado largos, mal desenhados ou que não permitem um corte limpo do fluxo, resultando sempre em azeite escorrido pela garrafa.
  3. Portas Giratórias em Locais de Grande Fluxo: Criam engarrafamentos, são difíceis para pessoas com mobilidade reduzida, pais com carrinhos de bebé ou pessoas com bagagem. A eficiência da climatização vem com um custo de acessibilidade e fluidez.
  4. Caixotes do Lixo com Aberturas Demasiado Pequenas: Obriga a que o utilizador empurre o lixo para dentro, acabando por tocar no lixo ou sujar as mãos.
  5. Mobiliário com “Design Aéreo” Demasiado Frágil: Cadeiras ou mesas que são esteticamente minimalistas e “leves”, mas que se revelam instáveis, desconfortáveis ou fáceis de quebrar com o uso normal.
  6. Cabides de Roupa com Formas Não Funcionais: Cabides que são bonitos, mas que não mantêm a roupa no lugar, deixando-a escorregar e amassar.
  7. Sacos de Compras de Tecido Modernos mas Pouco Resistentes/Volumosos: Sacos reutilizáveis que são estilosos, mas que rasgam facilmente com um pouco de peso ou que ocupam muito espaço na bolsa quando vazios.

  1. Aplicativos com Notificações Excessivas e Não Personalizáveis: Apps que bombardeiam o utilizador com alertas irrelevantes, tornando-se uma fonte constante de distração e irritação, levando à desinstalação.
  2. Bancadas de Cozinha com Cantos Vivos: Esteticamente afiados, mas que representam um perigo constante para crianças e adultos, resultando em nódoas negras ou cortes.
  3. Carregadores de Telemóvel com Cabos Demasiado Curtos: A portabilidade é ótima, mas a falta de alcance torna-os impraticáveis na maioria das tomadas.
  4. Teclados de Computador sem Feedback Tátil Adequado: Teclados ultra-planos ou sensíveis ao toque que são difíceis de usar sem olhar para as teclas, resultando em erros de digitação e menor produtividade.

  5. Lixeiras/Caixas de Reciclagem Domésticas com Pouca Capacidade para Separar: Um design “compacto” que tem compartimentos tão pequenos que a separação do lixo se torna impraticável no dia a dia.
  6. Embalagens de Alimentos Reselláveis que Não Vedam: Sacos de cereais, bolachas ou snacks que prometem ser “zip-lock” mas que se revelam ineficazes, deixando o alimento seco ou murcho.
  7. Sistemas de Navegação Automóvel com Voz Irritante ou Desatualizada: A ideia é guiar o condutor, mas se a voz for monótona, irritante, ou as indicações estiverem desatualizadas, o condutor fica mais stressado do que ajudado.

Esses exemplos sublinham a importância de um design centrado no utilizador, onde a funcionalidade e a experiência prática devem sempre vir antes da mera estética ou da busca pela novidade. Um bom design, no final das contas, resolve problemas, não os cria.

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