A diabetes é conhecida por sintomas clássicos, como sede intensa e micção frequente. No entanto, existem também vários sinais menos conhecidos ou mais invulgares que podem indicar este distúrbio metabólico, frequentemente resultantes de danos nervosos ou vasculares causados por níveis consistentemente elevados de açúcar no sangue.
Eis 12 sintomas de diabetes incomuns ou frequentemente ignorados (tipo 1 ou tipo 2):
Infeções fúngicas e fúngicas frequentes (especialmente na zona genital): Os níveis elevados de açúcar no sangue e na urina criam um ambiente ideal para o crescimento de fungos, especialmente nas mulheres (infeções vaginais por fungos) e na zona genital em geral.
Alterações da visão (visão turva): O nível elevado de açúcar no sangue pode provocar a deformação do cristalino devido à retenção de líquidos (devido a efeitos osmóticos). Isto leva a uma visão temporariamente turva, que geralmente volta ao normal após o controlo da glicemia.
Formigueiro, dormência ou ardor nas mãos e nos pés: São sinais precoces típicos de danos nos nervos (neuropatia diabética) causados por níveis elevados de açúcar no sangue persistentemente elevados.
Feridas e cortes com dificuldade de cicatrização: O nível elevado de açúcar no sangue prejudica a circulação sanguínea e a função do sistema imunitário, o que atrasa significativamente a cicatrização das feridas e aumenta o risco de infeção.
Fraqueza muscular inespecífica e fadiga: Embora a fadiga seja típica, a fraqueza persistente e inexplicável, para além da exaustão normal, pode indicar falta de energia nas células (devido à incapacidade de utilizar o açúcar adequadamente).
Perda de peso inexplicável (especialmente na diabetes tipo 1): Apesar da ingestão alimentar normal ou mesmo aumentada, o corpo perde peso porque não consegue utilizar o açúcar como fonte de energia e, em vez disso, decompõe as reservas de gordura e músculo.
Alterações da pele (acantose nigricans): Descoloração escura e aveludada da pele, geralmente no pescoço, axilas ou virilhas. Este é um sinal comum de resistência à insulina (um precursor da diabetes tipo 2).
Alterações do paladar: A diabetes pode danificar os nervos, o que, em casos raros, pode levar à alteração do paladar (disgeusia) ou a um sabor metálico.
Problemas nas gengivas: Gengivas avermelhadas, inchadas ou com sangramento (periodontite). Os diabéticos apresentam maior risco de gengivite e cáries, uma vez que o aumento dos níveis de açúcar promove o crescimento bacteriano e interrompe o fluxo sanguíneo para as gengivas.
Hálito acetonado: Um odor doce e frutado, que faz lembrar o removedor de verniz, é um sinal de alerta para a cetoacidose diabética, um distúrbio metabólico agudo e potencialmente fatal, comummente observado na diabetes tipo 1.
Perda de audição ou zumbidos (zumbidos nos ouvidos): Os danos nos pequenos vasos sanguíneos e nervos que irrigam o ouvido interno podem, em casos raros, levar à perda gradual da audição ou aos zumbidos.
Indigestão (gastroparesia): Se os nervos que controlam o estômago forem danificados (neuropatia autonómica diabética), o esvaziamento gástrico pode ser retardado. Isto manifesta-se como inchaço, náuseas, vómitos e flatulência.
Importante: Se apresentar vários destes sintomas invulgares ou os sinais clássicos (sede intensa, micção frequente, fadiga), consulte um médico para verificar os seus níveis de açúcar no sangue. O diagnóstico precoce é crucial para evitar consequências a longo prazo.