9 Tipos de Dor Nervosa que não são Doenças
Eis nove exemplos de dores frequentes e cuja causa reside frequentemente no funcionamento do sistema nervoso, e não numa patologia subjacente:
Dores de cabeça de tensão: Estes são os tipos mais comuns de dores de cabeça. Manifestam-se como uma dor surda e intensa, frequentemente em ambos os lados da cabeça, que pode ser sentida como uma faixa à volta da cabeça. A causa é, geralmente, a tensão nos músculos do pescoço, ombros e couro cabeludo, desencadeada por stress, má postura ou cansaço visual. Os nervos nestes músculos tensos enviam sinais de dor.
Dor semelhante à fibromialgia (sem diagnóstico): Muitas pessoas sentem dores musculares e articulares difusas e crónicas, bem como sensibilidade generalizada, sem diagnóstico de fibromialgia. Esta dor pode ser causada pelo aumento da sensibilidade à dor do sistema nervoso central (sensibilização central) ou por stress persistente e tensão psicológica que afetam o processamento da dor.
Ardor nos pés (sem neuropatia): Uma sensação de ardor nos pés pode ser extremamente desagradável. Se as causas neurológicas, como a neuropatia (danos nos nervos devido a diabetes, etc.), forem descartadas, podem ser devidas a uma reação exagerada de pequenas fibras nervosas, a má circulação devido à tensão ou até a fatores psicossomáticos.
Dor fantasma após amputação (estádio inicial): Embora a amputação tenha uma causa clara, a dor fantasma em si é um fenómeno do sistema nervoso. As terminações nervosas no coto continuam a enviar sinais ao cérebro, que os interpreta como dor na parte do corpo que já não está presente. Nas fases iniciais, isto pode ocorrer sem complicações maiores.
Síndrome do intestino irritável (SII) – Dor abdominal: A dor abdominal e as cólicas na síndrome do intestino irritável são frequentemente causadas pelo aumento da sensibilidade dos nervos intestinais. O intestino em si não é patologicamente alterado, mas os nervos tornam-se hipersensíveis a estímulos normais, levando a dor, inchaço e alterações nos movimentos intestinais.
Dor por stress/ansiedade crónica: O stress e a ansiedade prolongados podem colocar o sistema nervoso num estado de excitação elevada. Isto pode levar a uma variedade de sintomas de dor, como dor muscular, aperto no peito (sem problemas cardíacos), dores de cabeça ou dor abdominal, uma vez que o cérebro processa os sinais de dor com mais intensidade ou até os gera.
Dor de dentes após uma obturação (sem inflamação): Por vezes, um dente pode permanecer sensível à pressão ou ao frio durante semanas ou meses após uma nova obturação, mesmo sem inflamação ou danos. Esta pode ser uma irritação temporária dos nervos dentários que se resolverá com o tempo.
Dor por tensão muscular (dor miofascial): Os músculos podem ficar permanentemente tensos devido ao uso excessivo, má postura ou stress, formando os chamados pontos-gatilho. Estes pontos são hipersensíveis e podem causar dor local ou irradiar para outras partes do corpo (dor referida), mesmo que os próprios músculos não estejam estruturalmente danificados. A dor é transmitida por fibras nervosas.
Dor crónica nas costas (sem causa estrutural): Muitas pessoas com dor crónica nas costas não têm uma causa estrutural clara (como uma hérnia discal ou uma estenose espinal). Presume-se frequentemente que a sensibilização do sistema nervoso central, os desequilíbrios musculares ou os fatores psicológicos desempenham um papel na exacerbação ou manutenção da perceção da dor.
Observação importante:
Embora esta dor não seja uma “doença” no sentido tradicional, é real e debilitante. É sempre aconselhável consultar um médico se a dor for persistente ou intensa para despistar causas graves. Uma vez feito isto, os tratamentos direcionados para o sistema nervoso (como a gestão do stress, a fisioterapia, a atenção plena, as técnicas de relaxamento ou a terapia cognitivo-comportamental) podem ser muito úteis.
Já teve experiência com estes tipos de dor ou gostaria de saber mais sobre opções específicas de tratamento?